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A mulher de Chad
escreveu sobre
a brutalidade e a indiferença com que uma pessoa portadora de uma doença
mental foi tratada em diversas prisões portuguesas.
Escreveu
também sobre a desorganização muito bem organizada que esconde, admite e
protege os maus tratos, que lhe provocam nojo.
Uma filha
tenta ajudar o pai a quem a prisão nega cuidados de saúde, pedindo
atenção.
Carta de
Felizberto Santos
preso em Monsanto a reclamar contra mentiras e maus tratos.
Hugo Miguel Rocha dos
Santos escreveu em Novembro de 2011 esta carta como forma de manifestar
a sua frustração perante as falsidades atrás das quais todas as
responsabilidades deixam de existir. Os reclusos tornam-se perigosos,
escreve, por quererem manter alguma réstia de verdade na descrição dos
acontecimentos, incluindo ou sobretudo quando se tratam de actos criminosos.
Refere-se também a queixas que
fez há mais de um ano e que foram tratadas pelo
Ministério Público.
Reage a um oficio que cita
extractos da avaliação que faz o presídio de Monsanto sobre a sua
personalidade: "o recluso é muito manipulador e quezilento (...)".
Para se ter uma ideia de como
funciona Monsanto, deixamos aqui
dois
relatórios sobre casos disciplinares, em que está envolvido outro
recluso, para se perceber melhor a que se referem os carcereiros quando
falam de "quezilência" e "manipulação".
Gabriel Pina
escreveu de Pinheiro da Cruz, pede ajuda para desenvolver o seu projecto de
inovação mecânica
 
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